Wednesday, 30 March 2016

De Lisboa ao Penedono [1/3]

Após o jantar de Natal do fórum Motos & Destinos ouvimos o boato de que o próximo encontro iria ser no Norte e como ainda não conhecemos bem esta zona, reservamos logo ali uma data no final de Março para se fazer uma viagem. Entretanto iam aparecendo eventos por um lado e por outro mas não se podia ir a tudo, tivemos de saltar algumas boas voltinhas, como não havia confirmações já estávamos a pensar para onde haveríamos de ir em Março/Abril... No final de Fevereiro lá saiu a data oficial e nós começamos logo a fazer as contas e as reservas para ir dar uma voltinha até lá a cima.

O encontro era de 2 dias mas como aquilo fica longe, nós resolvemos ir para cima no dia antes, isto para conseguir chegar a horas, só por isso. Primeira coisa a tratar, o planeamento, surgindo assim os seguintes RoadMaps sendo que o único que tínhamos certeza era o primeiro,





Esqueci-me de referir ali em cima, mas a primeira coisa que fizemos foi começar a ver o tempo lá para cima e arredores, todos os dias!

Ainda antes de começar a fazer este planeamento já andava de olho em uns pneus novos e umas malas laterais dado que a top case se poderia tornar pequena caso levássemos muita coisa, sim porque isto no inverno a roupa é mais grossa. Nos pneus a dúvida estava entre os Michelin Pilot Road 4 e os Pirelli Angel GT e nas malas, entre as Givi E22 e os sacos 3D600. Como os pneus não estavam muito maus apesar de já estarem quase nas marcas, ainda estava na dúvida se haveria de trocar antes ou depois da viagem mas o facto de as previsões estarem a dar chuva e tendo em conta a segurança optei por trocar antes recaindo a escolha sobre os pneus da Michelin e sobre a malas E22,

Neste intervalo aconselhei também a pendura a adquirir uma botas impermeáveis porque além de ainda não ter nenhumas, as previsões continuam com chuva pelo menos para o último dia! Recaindo assim a escolha para uma botas da Dainese, um pouco caras mas para viagens com frio e chuva compensa.

Desta vez e para poupar uns trocos decidimos também levar umas sandes para comer no primeiro dia e como já tínhamos aumentado a capacidade de carga já estávamos mais à vontade.

No ano passado, já tínhamos dado uma volta com o Miguel Oliveira que apesar de não ter mota, alugou uma para se juntar a nós e agora assim que dissemos que íamos 3 dias para o Norte, começou logo a ver onde podia ir alugar outra moto novamente. E nós, aumentamos o número de sandes e sumos!

Após mais algumas deliberações, decidimos que saímos de casa pelas 07h30 e nos encontrávamos com o Miguel em Penela, como havia muita coisa para ver no primeiro dia, tínhamos de ir cedo. Até que ás 20h00 reparei que alguém tinha comprado 2 botas diferentes, não era o número que era diferente, era mesmo modelo, ou seja, umas eram o modelo de verão (Air) e outras o modelo de inverno (Waterproof)! Sim, à primeira vista até que são iguais! Ou seja, antes de seguir viagem ainda tínhamos de ir trocar as botas, lá se foi assim a partida cedo...

Quinta feira, malas feitas, sandes arrumadas e estava na hora de seguir viagem, trocar as botas! Resumindo, saímos de Lisboa eram 10h30... E esta foi a primeira alteração ao planeado, a segunda foi o percurso inicial, dado que já íamos demasiado tarde, em vez de seguirmos pelas nacionais, fomos na A1 até Torres Novas, saindo depois em direcção a Tomar. Aqui já foi a primeira paragem para um lanche junto ao Rio Nabão,



Torre da Igreja de Santa Maria dos Olivais,


Temos de seguir viagem mas fica prometido um regresso.
Pouco depois encontramo-nos com o nosso companheiro de viagem em Penela, para antes de visitar o castelo, atacarmos as sandes,


Castelo de Penela,





E no seu interior a Igreja de São Miguel,



Como já estávamos ligeiramente atrasados, estava na hora de seguir viagem direito à Lousã,



Ainda andei perdido pelo centro da Lousã (Igreja Matriz) até achar o caminho correcto para o castelo,


E depois vem aquele cheiro maravilhoso a floresta,


A medida que nos aproximamos do Castelo de Arouce,


Ermidas de Nossa Senhora da Piedade,


Não vale a pena subires que está fechado...



Praia fluvial da Senhora da Piedade,



O planeado agora era apanhar a N2 e depois seguir até Viseu. Após algum cruzamos, virei direito a Góis quando o que queria era ir para o lado de Coimbra e acabamos assim por parar ao pé da Igreja Paroquial de Vilarinho a decidir de seguíamos em frente até Góis, Arganil e depois cortávamos ou se voltávamos para trás,


Depois de mapas, gps e afins, decidimos seguir em frente e diga-se de passagem que ainda bem, porque este troço da N342 é simplesmente excepcional para uma viagem de moto com a sua paisagem, curvas e contra-curvas,








Acabámos por lá mais à frente cruzar a N2 mas depois continuamos pela 342 até Arganil que apesar das curvas já não dá a mesma emoção que o troço anterior,



Após pedir indicações... lá apanhamos o caminho correcto, cruzamos o Rio Mondego, e seguimos pelo IP3 até Viseu.


Como já estávamos super atrasados tivemos de esquecer as nacionais e seguir pelo caminho mais rápido.



Aquele ponto morto dava luta, acreditem...


Após uma voltinha à Praça, vamos estacionar junto à Sé,


Igreja da Misericórdia,


Sé Catedral de Viseu,


Como estava a haver missa só tiramos esta foto do interior,





Uma janela Manuelina que encontramos no passeio a pé pelo centro histórico,


Igreja do Carmo,


E ao lado a fonte de Santa Cristina,



A parte de trás da Sé,


Para terminar e após um café fica a estátua do Rei D. Duarte,


Havia muita coisa para ver em Viseu mas como já chegamos tarde, com pouco tempo e as igrejas estavam fechadas, será melhor regressamos daqui a uns tempos. Como já passavam das 19h estava novamente na hora de voltarmos à estrada, agora já de noite e em direcção ao Penedono. Pelo caminho ainda nos metemos em uma estrada secundária pelo alto da serra que aparentava ter umas grandes vistas mas nós apenas conseguimos ver umas luzes ao fundo. Chegamos,


Ah e tal está frio para tirar o capacete,


Após visita ao castelo tendo em conta as condições de visibilidade, tentativas de aquecer as mãos e de encontrar o caminho a seguir até Sendim, regressamos à estrada. Mais uma vez pareceu-me que passamos por sítios com vistas muito boas mas, era de noite. Próxima paragem, já pelas 21h30, restaurante A Tarraxa  em Sendim, mas como a cozinheira já se tinha ido embora fomos obrigados a seguir viagem até à Quinta da Herédias na esperança de que houvesse lá algo para comer. Mais uma vez pareceu-nos passar por locais extremamente interessantes mas a visibilidade não ajudava. Após muitas curvas, paralelos e sensações de que não estamos no caminho certo, lá vimos uma placa a indicar a quinta para uma descida de muito mau piso e onde não se via qualquer tipo de luz, descemos apesar de que quanto mais andávamos mais estranho achávamos aquele caminho mas lá chegamos.

Neste momento já eram 22h00, a fome alguma e... não havia restaurantes abertos! O que nos salvou foi as sandes que tinham sobrado do almoço portanto lá fomos dividir as sandes de omelete, atum e carne, as batatas fritas e sumo pelos 3 e assim se jantou no quarto depois de um longo dia a andar de moto.

No final do primeiro dia, o percurso foi mais ou menos este, num total de 485 Km e que representam até ao momento o nosso record diário,




[ Continua... ]

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