Monday, 7 August 2017

Passeio a Santiago de Compostela [Dia 2 | Outes - Chaves]

Este segundo dia tinha como objectivo a visita à cidade de Santiago de Compostela.
O dia começou a olhar para as motos e a ver o estado em que tinham ficado ontem depois daquela viagem, era areia por todo o lado, desde a corrente ao banco, etc...
Antes de partir tomámos o pequeno almoço no Hotel enquanto víamos as previsões meteorológicas que não eram muito animadores e íamos afinando o percurso dado que para este segundo dia não tínhamos feito o nosso "roadbook".

Depois de arrumar as coisas, lá nos fizemos à estrada e se a Ana e o Miguel iam equipados para a chuva, eu ia com fé de que não íamos apanhar chuva pelo caminho.

Fé essa que durou poucos minutos mas felizmente foram só uns pingos e consegui chegar a Santiago seco. Apesar de que já começava a chover mais nesta altura, algo que se pode perceber pelas fotos de pessoas equipadas com impermeáveis e capacetes a passear pela cidade,



Fomos andando pelas ruas da cidade em direcção à catedral e como ainda era "cedo" a confusão não era muita,






A catedral situa-se na Praza de Obradoiro.
Concello de Santiago de Compostela,



Hostal dos Reis Catolicos,



Edifício da Universidade de Santiago,






A escadaria em frente à Catedral,



Vista panorâmica da praça,



Continuámos à descoberta,






Monumento a San Francisco,




Depois desta voltinha tentamos ir ver a igreja mas as filas fizeram com que mudássemos de ideias instantaneamente,





Fomos assim dar mais uma volta pela cidade.
Igreja de Santa Maria Salomé,










Convento de Las Mercedarias Descalzas,



Arco de Mazarelos,





Depois desta voltinha a pé fomos comer qualquer coisa, parámos no primeiro restaurante aberto com bom aspecto e em que pratos eram pinchos que para quem não sabe são pequenas tapas. No final acabou por ser uma boa surpresa porque todas as pequenas tapas estavam deliciosas e o preço não foi nada por aí além. Fica assim a recomendação para visitarem o Antollos.

Enquanto estávamos a almoçar íamos controlando o tempo que ia alternando entre nebulado e chuva. Mas la nos enchemos de coragem a fomos até as motas, 




Com algumas paragens pelo meio por causa da chuva...

Parque da Alameda, ao lado do nosso estacionamento, 


Com tempo incerto e de impermeáveis vestidos lá fomos seguindo viagem por excelentes estradas nacionais cheias de curvas que infelizmente não se podia aproveitar devido à chuva e ao piso molhado. 
A meio do caminho mudamos para a auto-via porque já não havia portagens. 

Fizemos depois paragem em Ourense onde ainda estivemos cerca de 1h a descansar e a beber qualquer coisa quente. Não visitámos nada e apenas tenho esta foto tirada na esplanada ao lado do café, 


O destino seguinte era Chaves mas ainda estávamos na duvida se íamos por Montalegre ou não mas o facto de os connects do Miguel indicarem tempo de chuva, vento e gelo fizeram-nos decidir seguir directos a Chaves.

Passámos primeiro pelo hotel deixara as coisas e depois fomos dar uma voltinha pela cidade, 


Após esta pequena paragem junto ao rio, fomos jantar e depois hotel descansar um pouco que apesar dos poucos quilómetros do dia de hoje, amanha íamos iniciar a descida da N2 num percurso bem mais comprido e exigente. 

O caminho que fizemos neste segundo dia foi o seguinte, 


[Google Maps]

Continua...


Saturday, 1 July 2017

Passeio a Santiago de Compostela [Dia 1 | Pontevedra - Outes]

Quando comecei a ver o caminho entre Pontevedra e Finisterra reparei que havia umas penínsulas muito interessantes mas o tempo que dispúnhamos não nos permita ir desfrutar dessas vistas e dessas estradas. Tivemos assim de seguir pelo caminho mais rápido até ao hotel,




Apesar de não contornarmos todas as penínsulas, fomos sempre perto do Atlântico,





Ponte sobre o Río Ulla e ali no meio, está a denominada Ilha do Rato,




Fora das marginais ainda apanhámos umas curvas,




Mas o cenário era maioritariamente este,









Nesta viagem optámos por passar no hotel porque ficava no caminho antes de seguirmos viagem. Claro que não chegámos lá à primeira, mesmo com GPS, mas não faz mal porque foi esse engano que nos trouxe até à Punta Formiño ou Punta da Barquiña que tem estas magnificas vistas,







Voltámos depois a olhar para o GPS com mais atenção e lá chegamos então ao hotel para fazer o check in antes que depois chegássemos tardíssimo e já lá não estivesse ninguém.
À frente do hotel estava esta bela réplica de um espigueiro,


Lanchámos, estivemos à conversa com o dono do hotel que nos disse que até Finisterra era só seguir a marginal e que se chegássemos antes das 23h ainda poderíamos deixar as motos na garagem.

Arrancámos já passava das 18h00 com um tempo que começava a ficar duvidoso e com cerca de 80 km para fazer mas por uma excelente estrada que entre serra, curvas e povoações seguia sempre junto ao mar,














Pelo caminho acabou a bateria da máquina fotográfica que foi preciso colocar a carregar. Havia quem já andasse de impermeável apesar de ainda não termos apanhado chuva. Nesta foto utilizou-se o telemóvel para registar mais uma vez as boas vistas daquela estrada,



Continuamos a passar por povoações sendo que com o aproximar da noite já estávamos de olhos nos restaurantes que havia pelo caminho,

Foi já perto das 20h00 e com alguns pingos de chuva que entramos na estrada que nos levaria até ao Cabo Finisterra,





Ali ao fundo temos o hotel O Semaforo,



Estava vento, muito vento,



Plaza de la República Argentina,



Algumas placas comemorativas que se encontram nas rochas,







Faro de Finisterra,





Costa de la Muerte,




A bota do peregrino,




E para a despedida, uma foto ás meninas,




Por esta altura tivemos de arrancar porque o tempo começava a piorar tanto em termos de chuva como em termos de vento.

E foi já de impermeável que regressamos a Finisterra à procura dos restaurantes que tínhamos passado pelo caminho. Parámos no centro mas após dar umas voltas a pé debaixo de chuva sem encontrar nada de jeito ou aberto, acabámos por comer no que estava mais perto. Um restaurante grande, sem ninguém... mas os bifes de frango até nem estavam maus.

Neste intervalo o tempo ia oscilando entre chuva e muito nebulado...
Para o regresso, optámos por colocar o caminho mais rápido que em vez de ser pela marginal nos levou pelo meio da Sierra de Outes. Partimos já eram 23h, com os impermeáveis vestidos apesar de na altura não chover. Mas foi algo que passou muito rapidamente, ao fim de 2 ou 3 quilómetros começou a chover e foi assim que atravessámos a serra, por uma estrada que seguia pelo topo, com vento forte, chuva forte e muitas curvas! Foi qualquer coisa de assustador....

Chegámos ao hotel já eram quase 00h30, cansados, com os pés molhados (felizmente foram só as botas que meteram água). As motas ficaram semi-abrigadas por baixo de uma varanda e o nosso pensamento foi: ainda bem que já tínhamos as chaves!

Estava na hora de ir descansar que amanhã nos esperava mais um dia de viagem e as previsões meteorológicas também não eram as melhores.

O percurso neste primeiro dia foi mais ou menos este,